Na nossa rotina diária é comum alguns momentos de alteração entre maior ou menor agitação e consequentemente maior ou menor ritmo sinusal cardíaco. Porém quando estas mudanças acontecem sem motivo ou de maneira muito intensa, é necessário um olhar mais cauteloso.
Estas alterações acabam desregulando o chamado Ritmo Sinusal Cardíaco, que é o ritmo natural que o coração deveria seguir, o que, por sua vez, pode ocasionar outras arritmias cardíacas. Um exemplo é a Fibrilação Atrial, uma das formas mais percebidas entre os brasileiros.
A doença se caracteriza pela incapacidade da parte superior do coração (átrios) de manter um ritmo compassado nas batidas.
Entenda no artigo abaixo mais sobre o assunto.

O que ocorre no corpo?
Os estímulos elétricos que propiciam os batimentos cardíacos têm origem no próprio coração. Estes impulsos devem ser “enviados” de maneira contínua, ritmada e sempre regular. É interessante saber que estes estímulos demoram cerca de 0,19 segundo para percorrer todo o coração.
Em alguns casos, é possível que ocorra um descompasso, as chamadas “extrassísoles”. Este evento se caracteriza quando surge um batimento considerado “a mais”, isolado e inesperado, fora do ritmo sinusal ideal.
Esta pode ser uma situação pouco grave e de fácil acompanhamento. Porém quando começa a causar sintomas como tontura ou palpitação é essencial buscar auxílio médico.
Como amenizar as chances de irregularidade no Ritmo Sinusal Cardíaco?
Ainda que na maioria das vezes seja difícil evitar completamente o desenvolvimento de uma condição como a Arritmia Sinusal ou Fibrilação Atrial, é possível adotar hábitos que cuidam do coração de maneira geral e promovem um estilo de vida mais saudável.
Além disso, uma rotina leve pode evitar incomodações e situações que causam stress, um dos grandes perigos para a saúde do coração.
Veja abaixo 8 dicas de como amenizar as chances de irregularidade no ritmo sinusal
cardíaco:
Controle a Hipertensão:
A Fibrilação Atrial, por exemplo, que é uma doença progressiva, tende a ocorrer em muitos quadros de Hipertensão. Inclusive, mesmo após a doença ser controlada, a Hipertensão continua afetando o coração, o que aumenta o risco de problemas cardíacos.
Cuide do seu peso:
De maneira bem simples, quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC), maiores são as chances do surgimento da Fibrilação Atrial.
Considere a prática de exercícios:
Esportes moderados e atividades de movimento diários fazem bem para todo o organismo e, segundo estudos científicos, podem diminuir em até 50% as chances de arritmias cardíacas.
Acompanhe seu índice de colesterol:
Também de maneira prática, a Fibrilação Atrial está diretamente ligada aos altos níveis de colesterol no organismo.
Maneire no consumo de álcool:
Mesmo em pacientes sem predisposição à doenças cardíacas, o álcool pode facilitar o seu surgimento.
Realize o tratamento correto:
Após identificada a condição, é essencial seguir o acompanhamento médico. Muitos quadros podem contar com a intervenção cirúrgica logo no início, a fim de diminuir as chances de avanço. Em outras situações, a abordagem medicamentosa pode ser uma boa solução quando seguida fielmente.
Elimine fatores agravantes, como a Apnéia do Sono e a Diabetes, por exemplo.
Não deixe de consultar um especialista:
Mesmo após a condição for estabilizada, é necessário contar com o olhar atento de um Cardiologista a fim de evitar a reincidência do problema e também para prevenir outras formas de Arritmias Cardíacas.
Conheça os serviços do Dr. Leonardo Martins Pires
Mestre e Doutor em Cardiologia, o Dr. Leonardo Martins Pires é especializado em Eletrofisiologia Clínica e Invasiva e é membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. O Dr. Leonardo também é diretor de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul e faz atendimento em quatro Hospitais na região de Porto Alegre.
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